Nova turma do Mestrado 2016

Começa nesta segunda, 15 de agosto, a turma de 2016 do Mestrado Profissional em Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável da ESCAS, serão doze alunos no formato modular, confira a nova turma:

Alunos Classificação
Isabella Janot Pacheco Carneiro 1
Julia Oliveira de Freitas 1
Renata Botelho Machado 3
Nícolas Moreno Gonçalves 4
Cecília Dante de Almeida 5
Fernando Montini 6
Juliana Gatti Pereira Rodrigues 7
Willy Vukan 8
Gisela Sertorio 9
Adarene Guimarães da Silva Motta 10
Lara Modesto Mendes 11
Vera Lúcia Colvara Vieira 12

ESCAS divulga a lista de aprovados no Mestrado Profissional da Bahia

Na manhã de hoje, a comissão de seleção ESCAS divulgou a lista de aprovados do Mestrado Profissional em Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável a ser realizado em Serra Grande/BA.

Com o apoio do Instituto Arapyaú, Fibria, Veracell e uma doação de pessoa física, a turma 2015 será composta por 15 pessoas, descritas abaixo em ordem de classificação:

 

Nome Colocação
Anna Carolina Victorino Vicente 1
Juliano Borghi de Mendonça 2
Gildevânio Pinheiro dos Santos 3
Leonardo Euler Laranjeira da Silva Santos 4
Analuce de Araujo Abreu 5
Mônica de Campos Pereira Botelho 6
Benedito Souza dos Santos 7
Lucian José de Lacerda Interaminense 8
Lucas Xavier Trindade 9
Tarcisio Tinoco Botelho 10
Juliana Santos  Rocha  11
Wanderson Oliveira Marques 12
Patrícia Lima Caldas 13
Geisa Fernandes Galvão Loureiro 14
Stela Neiva Brito Matos Requião 15

Por onde anda Anapaula Coelho?

Anapaula Coelho, Professora do Instituto Federal Baiano Campus Uruçuca, Engenheira Agrônoma (UESB), Especialista em Meio Ambiente e Desenvolvimento (UESB), Mestra em agronomia: com área de concentração em fitotecnia (UESB) e Mestra em Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável (IPÊ), foi aluna da ESCAS em 2012, em Serra Grande/BA. 

"Sempre gostei de estudar, então, após concluir a graduação em Engenharia Agronômica fiz uma especialização em Meio Ambiente e Desenvolvimento. Foi a partir daí que me encantei com as questões ambientais. Porém, por falta de oportunidade, fiz um Mestrado em Agronomia com área de concentração em fitotécnica, assunto completamente oposto ao uso de técnicas sustentáveis na agricultura.

Ter este mestrado contribuiu para o meu ingresso ao IF Baiano, em 2010 e o melhor de tudo, é que, estando nesta região e morando em Serra Grande, pude participar do Mestrado em Conservação da Biodiversidade da ESCAS, o que me tornou um profissional realizado e com toda certeza, enriqueceu muito as minhas aulas no curso Técnico em Agropecuária e no curso de Graduação em Agroecologia do IF Baiano.

O Mestrado na ESCAS pode ser considerado super diferenciado, uma vez que os profissionais que atual são preparados e com muita experiência de campo, levando informações práticas e reais para as discussões em sala de aula, ampliando a visão e o conhecimento dos alunos deste mestrado.

Amo esta área e por isto, tenho muito prazer em aprofundar meus conhecimentos sobre os assuntos relacionados ao meio ambiente e a conservação da biodiversidade, o que me fez ter muito prazer enquanto estive como aluna no Mestrado na ESCAS e me tornou uma educadora bem mais capacitada. Espero continuar estudando e me aprofundando cada vez mais nesta área."

Candidatos Aprovados no Mestrado Nazaré Paulista/SP - 2015

Candidatos Aprovados no  Mestrado   Nazaré Paulista/SP - 2015 Classificação
Carolina Del Lama Marques 1
Natália Moretti Rongetta 2
Andréa Pupo Bartazini 3
Anália Fernandes Carneiro 4
Leonardo de Oliveira Resende 5
Raphaela Cantarino Ribeiro 6
Marina Izabel Grave Ferreira & Gustavo de Paiva Resende Toledo 7
Nícia Beatriz Monteiro Mafra 8
Alessandra Gonçalves da Silva 9
Nayra Rosa Coelho 10
Vitor Sonoda Falcão 11
Flávio Silva Ojidos 12
Danielle Oliveira Martins Silva 13
Marcos Valério Sgubim 14
Sandra Borges 15
   
OBS: Este ano só será oferecida a turma no formato modular

 

 

A importância da Educação Socioambiental - Uma entrevista com o professor Roberto Palmieri

Roberto Palmieri é mestre em Ecologia Aplicada e Engenheiro Agrônomo ambos pela Universidade de São Paulo – USP. Certificado pelo PMI (Project Management Institute) como PMP (Project Management Professional) e PRINCE2 - PRojects IN Controlled Environments da  OGC – Office of Government Commerce. Gerente de projetos no Imaflora, com 16 anos de experiências na execução e gestão de projetos socioambientais no governo, empresas e ONGs e professor do Mestrado Profissional da ESCAS.

1) No livro Educação ou Adestramento Ambiental?, Paula Brügger fala: "Embora a expressão 'meio ambiente´ seja amplamente confundida com natureza, mesmo nos meios acadêmicos, a questão ambiental diz respeito ao modo como a sociedade se relaciona com a natureza - qualquer sociedade e qualquer natureza - e isso inclui também as relações dos homens entre si". 

Partindo deste conceito, o que é e de que forma a educação pode permear as relações dos homens entre si e da sociedade-natureza?

A confusão comum é entender que meio ambiente é sinônimo de ambiente natural. O meio ambiente é o espaço que ocupamos seja urbano, seja mais integrado à natureza. Inclui nossos lares, ambientes escolares e de trabalho. A educação provoca reflexões sobre os impactos positivos e negativos de nossas escolhas, portanto chama o cidadão à responsabilidade sobre suas ações. Compreender seu espaço e os impactos gerados em seu meio é um passo fundamental para levar cada ser humano a refletir sobre sua relação com as demais pessoas, fauna, flora, recursos hídricos. A Educação Ambiental impulsiona reflexões e novas atitudes do ser humano com ambiente em que está inserido.

2) Como você vê a educação (socioambiental, ambiental, democrática, etc) no Brasil? 

Um entendimento que ainda limita a educação ambiental no Brasil é que educação é visto como algo próprio das escolas, isto é, parte da sociedade só reconhece a educação formal. A outra limitação é de natureza prática: a educação ambiental é experimentada em ações isoladas que nem sempre tem relação com o cotidiano dos envolvidos.

A educação ambiental não está restrita ao espaço escolar, pelo contrário, ela deve ser uma educação cidadã presente em nosso cotidiano. E deve tratar das questões do contexto de cada pessoa. Parafraseando Marina Silva, é fácil dizer o que o outro deve fazer no ambiente dele, mas devemos começar cuidando do nosso ambiente.

Nessa perspectiva de Educação Ambiental, temos muitas ações em práticas de muitas organizações no Brasil e, felizmente, cada vez mais. O próprio IPÊ é um ótimo exemplo de cuidar do nosso próprio ambiente, pois tem várias ações de intervenção em Nazaré Paulista, onde está localizado, e também está implementando o projeto Semeando Água para contribuir com o abastecimento dos reservatórios do sistema Cantareira em que o IPÊ consome a água diretamente de um de seus reservatórios (http://www.ipe.org.br/projetos/nazare-paulista/343-projeto-semeando-agua). 

3) Seguindo o ditado "pensar globalmente, agir localmente", como você vê a ESCAS - escola do IPÊ?

Na ESCAS, os alunos interagem com professores que estão nas discussões de fronteira nos circuitos internacionais sobre os assuntos de suas áreas e ao mesmo tempo mantem a vivência no chão. Uma imagem que usarei para explicar essa dinâmica é Antena-Raiz, isto é, estamos sempre aterrados com a concretização das ações nos territórios, contudo conectado ao que acontece no mundo. Por outro lado, nossas participações nas conferências mundiais são alimentadas pela nossa prática nos territórios, buscando a legitimidade de quem está no chão, fazendo na prática. Dessa forma é que trabalhamos na ESCAS.

 

4) Você é professor do Mestrado Profissional da ESCAS, correto? De que forma você contribui para que os alunos saiam do curso sem o dualismo teoria-prática? Ou seja, saim do curso integrados à missão de absorver a visão crítica para afinar a ação?

Ser professor na ESCAS é para mim um enorme prazer, pois tenho a oportunidade de compartilhar de forma crítica e criativa o que fazemos na prática e sempre tenho excelentes contribuições dos alunos. Os professores tem liberdade de trabalhar com seus alunos com abordagens metodológicas diferentes. Esse é outro ponto forte, pois assim, aproveita-se ao máximo o perfil de cada professor e os alunos podem vivenciar diferentes abordagens metodológicas.

No meu caso, trabalho com os alunos trazendo conceitos e teorias que sustentam a estratégia de intervenção dos projetos do Imaflora para em seguida abordar como isso se dá na prática considerando as limitações do mundo real, como ajustamos o que idealizamos para concretizar nos territórios que atuamos. Ao longo dessa reflexão, provoco os alunos a trazerem outros formas de fazer. Seria tolice entrar em uma sala de aula com profissionais com vivências e conhecimento tão diversos como são as turmas da ESCAS e achar que não há nada de novo para aprender. Esse espírito na ESCAS é o que gera uma comunidade de aprendizado surpreendente.

Tudo isso junto e misturado, oscilando do ideal para o pragmático de forma que ao final cada participante pode levar para o seu contexto várias perspectivas sobre um mesmo caso. É maravilhoso! Adoro realizar esses seminários com os alunos!

5) A última pergunta: a ESCAS utilizou de inovação (no que tange, principalmente, a forma de ensinar) para construir seus cursos (Mestrado, MBA e Cursos de Curta Duração). O que você acha que a escola tem de mais inovador?

Algo que considero o principal diferencial na ESCAS é que trabalhamos em casos reais direcionados a explorar soluções para serem colocadas em prática. Podemos partir de problemas, de oportunidades, ou qualquer outra possibilidade do mundo real e sempre orientados para encontrar caminhos a serem seguidos de forma pragmática e ao mesmo tempo bem embasado com os conhecimentos disponíveis. Os alunos saiem podendo colocar em prática em sua vida, às vezes antes mesmo de terminar o curso. Conto um caso para ilustrar o que vivenciamos na ESCAS: percebi um aluno que inicialmente estava muito interessado, participando ativamente, mas, no meio do curso, ficou irrequieto e aproveitando os intervalos para falar no telefone. Fui perguntar a ele o que aconteceu, pois fiquei preocupado, poderia ser um problema familiar. Ele me disse: “Encontrei um caminho a seguir para resolver um problemão em nosso trabalho que até agora não sabíamos como desenrolar. Já estou em contato com a equipe para já colocarmos em prática”. Isso ilustra o que quero dizer! Claro, que ele podia esperar acabar o curso, mas eu também fiquei tão feliz em contribuir tão rápido e significativamente, que o incentivei a já colocar em ação  Esse é o espírito!

Por onde anda?

Roque Fraga foi aluno da 1ª turma do mestrado profissional em Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável oferecido pela ESCAS, com apoio da Fibria e Instituto Arapyaú, em Serra Grande/BA. Geógrafo, atuou na Fundação Odebrecht, EMBRAPA e desde 2006 faz parte da equipe da Organização de Conservação de Terras - OCT, na qual, hoje, exerce as atividades de planejamento territorial e ambiental.
 
A seguir, uma breve entrevista sobre sua trajetória:
 
 
Qual foi sua trajetória até a Organização de Conservação da Terra - OCT?
Essa é uma pergunta que me faz buscar boas lembranças e momentos que foram fundamentais para minha formação como pessoa e profissional, que ocorreram entre os meus 15 e 17 anos.
Até os meus 15 anos meu desejo era cursar medicina, estava iniciando o ensino médio e residia no interior do Rio de Janeiro, Itaperuna, quando fui passar férias com meu pai que trabalhava como biólogo em uma das bases do Projeto TAMAR, no estado de Sergipe, na Reserva Biológica de Santa Isabel. Passei 40 dias na Reserva vivendo o dia a dia dos trabalhos de monitoramento e manejo das tartarugas marinhas, foram momentos que conheci um mundo completamente novo, mas ainda não percebia a mudança que isso estava provocando em mim.
Ao retornar para o estado do Rio e retomar o curso normal da minha vida de estudante, em pouco tempo comecei a me interessar cada vez mais pelos assuntos e temas ambientais. Comecei a procurar pessoas que atuavam na região com o tema e em pouco tempo estávamos fundando um ONG - Grupo Puris de Ecologia, já havia esquecido a medicina e para espanto da minha mãe, falava em fazer biologia e me mudar para Sergipe.
Terminado o ensino médio em Itaperuna, o inevitável ocorreu, fui para Sergipe menos de um mês apos ter concluído as aulas. Em Sergipe fui residir com meu pai na Rebio de Santa Isabel e passei a estudar para o vestibular da Universidade Federal de Sergipe, ainda pensando no curso de Biologia. Nesse meio tempo conheci um professor de Geografia que virou um grande amigo e passei a me interessar também pelas questões espaciais, relação homem natureza, sustentabilidade e cartografia. Acabei fazendo o vestibular para Bacharelado em Geografia e ingressando na Federal de Sergipe em 2001.
Iniciada a faculdade, já comecei a me envolver nos trabalhos da CONATURA ((dois anos antes meu pai havia fundado a cooperativa CONATURA, que realizava trabalhos junto ao Projeto TAMAR, Projeto Peixe Boi, Recifes Costeiros e Baleia Jubarte e também fazia estudos ambientais para empresas de petróleo no Estado de Sergipe), sempre ligado a área costeira. Na Universidade fiz estágios nos laboratórios de paleontologia e geoprocessamento. Até 2004, minha experiência profissional estava amplamente ligado ao espaço costeiro. quando tive a oportunidade de estagiar na Fundação Odebrecht, na região do Baixo Sul da Bahia, foi quando conheci a Organização de Conservação de Terras - OCT que estava naquele momento formando sua primeira equipe técnica, fiquei um mês apoiando trabalhos de mapeamento de uso do solo e estudos florestais na APA do Pratigi. Voltando para Sergipe para retomar o semestre na UFS, conheci o Professor José Pacheco que acabara de ingressar como Professor Adjunto do Departamento de Geografia, ele virou meu orientador até o final da graduação e foi um dos meus grandes guias que tive na Universidade. Em agosto de 2004, passo a estagiar na EMBRAPA Tabuleiros Costeiros, no laboratório de Geotecnologia, local fundamental que me trouxe experiência e oportunidade de conhecer e trabalhar com as mais diversas tecnologias espaciais existentes, fiquei na Embrapa por 18 meses, praticamente até o final da graduação. Nesse meio tempo desenvolvia minha monografia sob orientação do Professor Pacheco na Rebio de Santa Isabel - Análise Ecodinâmica de Reserva Biológica de Santa Isabel, defendida em maio de 2006.
Quando estava para concluir o curso de graduação, estava basicamente só com a monografia, fui passar uns dias na Região do Baixo Sul em Cairu, isso foi em Novembro de 2005, onde novamente tive contato com a equipe da OCT e apoiei um trabalho que visava criar uma Unidade de Conservação na região. Saindo de lá, fui perguntado sobre a possibilidade e interesse de fazer parte da equipe da OCT. Em fevereiro de 2006 fui entrevistado pelo então Presidente da OCT Dr. Bastos e pelo Presidente da Fundação Odebrecht na época, Maurício Medeiros. e em maio de 2006 começo a trabalhar como geógrafo, no cargo de analista ambiental na OCT, onde estou desde então, atualmente coordenando os trabalhos de Planejamento Territorial e Ambiental.
 
 
Você acredita que o Mestrado realizado na ESCAS contribui para sua atuação hoje (no trabalho e na vida)? Porquê?
Não tenho dúvida que sim. Foi um grande diferencial e oportunidade que tive na vida pessoal e profissional. O mestrado trouxe e aprofundou conhecimentos e valores que são utilizados diariamente. O trabalho de pesquisa realizado e o apoio dado pelos mestrado, professores, orientadores e pela OCT, possibilitaram termos uma base de informações que culminaram no nosso Programa de Pagamentos por Serviços Ambientais, na certificação da APA para Projetos de Carbono Florestal e no Programa Carbono Neutro Pratigi, que passamos a desenvolver em 2012 na OCT.
 
 
Em sua opinião, qual é o diferencial do Mestrado na ESCAS?
Primeiro e fundamental diferencial foi a oportunidade de conciliar o mestrado com o trabalho, segundo foi a qualidade dos professores, sem dúvida as pessoas mais renomadas em seus meios, com longa experiencia em sustentabilidade e conservação. todo a equipe de coordenadores foi sempre muito atenciosa e disponível, o que não é muito comum nos programas de pós-graduação que conheço. Outro ponto foi ter um grupo de orientação e não apenas um orientador, pode associar pessoas que tem conhecimento acadêmico e profissional na orientação foi de grande enriquecimento para os trabalhos desenvolvidos.
 
 
O que te levou a decidir por este curso?
Foi justamente a qualidade e oKnow-how dos professores e a possibilidade de conciliar trabalho com o mestrado.
 
Sobre o futuro: quais são seus planos?
Tenho planos de fazer doutorado, não sei exatamente quando ainda, mas sei que o farei, se a vida assim deixar. Consolidar todos os trabalhos que começamos na OCT em 2011/2012, temos um time excelente. Na OCT ainda pensamos em estruturar a replicação do modelo de desenvolvimento territorial em bases sustentáveis que estamos aplicando na APA do Pratigi, consolidar nossos programas de serviços ambientais e construir uma rede cada vez maior e mais robusta e sinérgica,  que envolve clientes, universidades e diversas instituições e empresas em prol de um modelo de desenvolvimento mais justo, sustentável de fato que agregue valor para a qualidade de vida das pessoas e para os serviços ambientais.

Dados de pesquisa afirmam: desmatamento na APA do Pratigi é preocupante

Bruno Melo da Matta defendeu, ontem, sua tese de mestrado desenvolvido na ESCAS - Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade - e chocou os presentes com dados preocupantes sobre o desmatamento na APA do Pratigi.

A dissertação com o título "Análise da dinâmica atual do desmatamento na APA do Pratigi e suas implicações futuras para as mudanças climáticas" trouxe importantes revelações sobre o status de conservação e o grau de ameaça em uma das regiões mais diversa da Mata Atlântica, a APA do Pratigi, no corredor Central da Mata Atlântica, região esta, que detém o recorde mundial de espécies arbóreas, com 458 espécies por hectares.

Este estudo mostrou que diferente do restante da Mata Atlântica, essa região que se estende por cerca de 170.000 hectares, ainda possuía, em 2011, cerca de 49% de cobertura florestal nativa, em comparação aos 11% no cálculo geral para a Mata Atlântica, indicando ainda alto grau de conservação. No entanto, apesar de sua importância biológica, a pesquisa revelou que esta região está ameaçada, visto que o rítmo de desmatamento entre 2000 e 2011 foi de 1,2% ao ano, resultando numa redução da cobertura florestal de mais de 14000 ha.

"Ou seja, em 2000 a cobertura florestal era ainda mais expressiva do que a atual, ocupando 58% da região." constata Alexandre Uezo, pesquisador do IPÊ e componente da banca examinadora. Esta taxa de desmatamento é muito maior do que para a Mata Atlântica como um todo (mais do que 30 vezes) e maior do que muitas regiões da Amazônia, Bioma brasileiro mais afetado pelo desmatamento atualmente.

A partir dos dados levantados e de modelagens, Bruno da Matta ainda fez uma projeção futura com a indicação de que se nada for feito em trinta anos, a região será reduzida a 30% de floresta, comprometendo boa parte da biodiversidade e os serviços ecossistêmicos da região.

 

ESCAS tem novo site e inscrições abertas para MBA e Mestrado Profissional

A ESCAS - Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade lança seu novo site: www.escas.org.br. A nova página traz todas as informações sobre os cursos da escola criada pelo IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas, organização socioambiental com mais de 22 anos de atuação do Brasil.
A escola também anuncia inscrições para duas modalidades de curso em 2015: MBA em Gestão de Negócios Socioambientais e Mestrado Profissional em Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável. As turmas são para os cursos em Nazaré Paulista, cidade localizada a 90 km de São Paulo.

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