Caros Alunos/Parceiros e Docentes,

Enviamos este comunicado para lhes reportar que estamos acompanhando diariamente a situação referente à pandemia de COVID-19 para podermos garantir as atividades e ações da ESCAS minimizando potenciais prejuízos.

Algumas atividades pré-agendadas estão canceladas e outras remarcadas, pedimos que verifiquem em seus contatos de e-mail nossas cartas e comunicados. Também podem acessar nossa profissional de relacionamento – Juliana - para as dúvidas no seguinte WhatsApp: 11 99981-2601

Como este é um cenário de rápida mudança, caso existam recomendações novas, seguiremos o que for adequado e prudente.

Pedimos a compreensão de todos, pois neste cenário precisaremos ficar de sobreaviso.

Agradecemos desde já. Cordiais abraços,

Coordenação da ESCAS

Por onde anda?

Roque Fraga foi aluno da 1ª turma do mestrado profissional em Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável oferecido pela ESCAS, com apoio da Fibria e Instituto Arapyaú, em Serra Grande/BA. Geógrafo, atuou na Fundação Odebrecht, EMBRAPA e desde 2006 faz parte da equipe da Organização de Conservação de Terras - OCT, na qual, hoje, exerce as atividades de planejamento territorial e ambiental.
 
A seguir, uma breve entrevista sobre sua trajetória:
 
 
Qual foi sua trajetória até a Organização de Conservação da Terra - OCT?
Essa é uma pergunta que me faz buscar boas lembranças e momentos que foram fundamentais para minha formação como pessoa e profissional, que ocorreram entre os meus 15 e 17 anos.
Até os meus 15 anos meu desejo era cursar medicina, estava iniciando o ensino médio e residia no interior do Rio de Janeiro, Itaperuna, quando fui passar férias com meu pai que trabalhava como biólogo em uma das bases do Projeto TAMAR, no estado de Sergipe, na Reserva Biológica de Santa Isabel. Passei 40 dias na Reserva vivendo o dia a dia dos trabalhos de monitoramento e manejo das tartarugas marinhas, foram momentos que conheci um mundo completamente novo, mas ainda não percebia a mudança que isso estava provocando em mim.
Ao retornar para o estado do Rio e retomar o curso normal da minha vida de estudante, em pouco tempo comecei a me interessar cada vez mais pelos assuntos e temas ambientais. Comecei a procurar pessoas que atuavam na região com o tema e em pouco tempo estávamos fundando um ONG - Grupo Puris de Ecologia, já havia esquecido a medicina e para espanto da minha mãe, falava em fazer biologia e me mudar para Sergipe.
Terminado o ensino médio em Itaperuna, o inevitável ocorreu, fui para Sergipe menos de um mês apos ter concluído as aulas. Em Sergipe fui residir com meu pai na Rebio de Santa Isabel e passei a estudar para o vestibular da Universidade Federal de Sergipe, ainda pensando no curso de Biologia. Nesse meio tempo conheci um professor de Geografia que virou um grande amigo e passei a me interessar também pelas questões espaciais, relação homem natureza, sustentabilidade e cartografia. Acabei fazendo o vestibular para Bacharelado em Geografia e ingressando na Federal de Sergipe em 2001.
Iniciada a faculdade, já comecei a me envolver nos trabalhos da CONATURA ((dois anos antes meu pai havia fundado a cooperativa CONATURA, que realizava trabalhos junto ao Projeto TAMAR, Projeto Peixe Boi, Recifes Costeiros e Baleia Jubarte e também fazia estudos ambientais para empresas de petróleo no Estado de Sergipe), sempre ligado a área costeira. Na Universidade fiz estágios nos laboratórios de paleontologia e geoprocessamento. Até 2004, minha experiência profissional estava amplamente ligado ao espaço costeiro. quando tive a oportunidade de estagiar na Fundação Odebrecht, na região do Baixo Sul da Bahia, foi quando conheci a Organização de Conservação de Terras - OCT que estava naquele momento formando sua primeira equipe técnica, fiquei um mês apoiando trabalhos de mapeamento de uso do solo e estudos florestais na APA do Pratigi. Voltando para Sergipe para retomar o semestre na UFS, conheci o Professor José Pacheco que acabara de ingressar como Professor Adjunto do Departamento de Geografia, ele virou meu orientador até o final da graduação e foi um dos meus grandes guias que tive na Universidade. Em agosto de 2004, passo a estagiar na EMBRAPA Tabuleiros Costeiros, no laboratório de Geotecnologia, local fundamental que me trouxe experiência e oportunidade de conhecer e trabalhar com as mais diversas tecnologias espaciais existentes, fiquei na Embrapa por 18 meses, praticamente até o final da graduação. Nesse meio tempo desenvolvia minha monografia sob orientação do Professor Pacheco na Rebio de Santa Isabel - Análise Ecodinâmica de Reserva Biológica de Santa Isabel, defendida em maio de 2006.
Quando estava para concluir o curso de graduação, estava basicamente só com a monografia, fui passar uns dias na Região do Baixo Sul em Cairu, isso foi em Novembro de 2005, onde novamente tive contato com a equipe da OCT e apoiei um trabalho que visava criar uma Unidade de Conservação na região. Saindo de lá, fui perguntado sobre a possibilidade e interesse de fazer parte da equipe da OCT. Em fevereiro de 2006 fui entrevistado pelo então Presidente da OCT Dr. Bastos e pelo Presidente da Fundação Odebrecht na época, Maurício Medeiros. e em maio de 2006 começo a trabalhar como geógrafo, no cargo de analista ambiental na OCT, onde estou desde então, atualmente coordenando os trabalhos de Planejamento Territorial e Ambiental.
 
 
Você acredita que o Mestrado realizado na ESCAS contribui para sua atuação hoje (no trabalho e na vida)? Porquê?
Não tenho dúvida que sim. Foi um grande diferencial e oportunidade que tive na vida pessoal e profissional. O mestrado trouxe e aprofundou conhecimentos e valores que são utilizados diariamente. O trabalho de pesquisa realizado e o apoio dado pelos mestrado, professores, orientadores e pela OCT, possibilitaram termos uma base de informações que culminaram no nosso Programa de Pagamentos por Serviços Ambientais, na certificação da APA para Projetos de Carbono Florestal e no Programa Carbono Neutro Pratigi, que passamos a desenvolver em 2012 na OCT.
 
 
Em sua opinião, qual é o diferencial do Mestrado na ESCAS?
Primeiro e fundamental diferencial foi a oportunidade de conciliar o mestrado com o trabalho, segundo foi a qualidade dos professores, sem dúvida as pessoas mais renomadas em seus meios, com longa experiencia em sustentabilidade e conservação. todo a equipe de coordenadores foi sempre muito atenciosa e disponível, o que não é muito comum nos programas de pós-graduação que conheço. Outro ponto foi ter um grupo de orientação e não apenas um orientador, pode associar pessoas que tem conhecimento acadêmico e profissional na orientação foi de grande enriquecimento para os trabalhos desenvolvidos.
 
 
O que te levou a decidir por este curso?
Foi justamente a qualidade e oKnow-how dos professores e a possibilidade de conciliar trabalho com o mestrado.
 
Sobre o futuro: quais são seus planos?
Tenho planos de fazer doutorado, não sei exatamente quando ainda, mas sei que o farei, se a vida assim deixar. Consolidar todos os trabalhos que começamos na OCT em 2011/2012, temos um time excelente. Na OCT ainda pensamos em estruturar a replicação do modelo de desenvolvimento territorial em bases sustentáveis que estamos aplicando na APA do Pratigi, consolidar nossos programas de serviços ambientais e construir uma rede cada vez maior e mais robusta e sinérgica,  que envolve clientes, universidades e diversas instituições e empresas em prol de um modelo de desenvolvimento mais justo, sustentável de fato que agregue valor para a qualidade de vida das pessoas e para os serviços ambientais.