Caros Alunos/Parceiros e Docentes,

Enviamos este comunicado para lhes reportar que estamos acompanhando diariamente a situação referente à pandemia de COVID-19 para podermos garantir as atividades e ações da ESCAS minimizando potenciais prejuízos.

Algumas atividades pré-agendadas estão canceladas e outras remarcadas, pedimos que verifiquem em seus contatos de e-mail nossas cartas e comunicados. Também podem acessar nossa profissional de relacionamento – Juliana - para as dúvidas no seguinte WhatsApp: 11 99981-2601

Como este é um cenário de rápida mudança, caso existam recomendações novas, seguiremos o que for adequado e prudente.

Pedimos a compreensão de todos, pois neste cenário precisaremos ficar de sobreaviso.

Agradecemos desde já. Cordiais abraços,

Coordenação da ESCAS

Dados de pesquisa afirmam: desmatamento na APA do Pratigi é preocupante

Bruno Melo da Matta defendeu, ontem, sua tese de mestrado desenvolvido na ESCAS - Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade - e chocou os presentes com dados preocupantes sobre o desmatamento na APA do Pratigi.

A dissertação com o título "Análise da dinâmica atual do desmatamento na APA do Pratigi e suas implicações futuras para as mudanças climáticas" trouxe importantes revelações sobre o status de conservação e o grau de ameaça em uma das regiões mais diversa da Mata Atlântica, a APA do Pratigi, no corredor Central da Mata Atlântica, região esta, que detém o recorde mundial de espécies arbóreas, com 458 espécies por hectares.

Este estudo mostrou que diferente do restante da Mata Atlântica, essa região que se estende por cerca de 170.000 hectares, ainda possuía, em 2011, cerca de 49% de cobertura florestal nativa, em comparação aos 11% no cálculo geral para a Mata Atlântica, indicando ainda alto grau de conservação. No entanto, apesar de sua importância biológica, a pesquisa revelou que esta região está ameaçada, visto que o rítmo de desmatamento entre 2000 e 2011 foi de 1,2% ao ano, resultando numa redução da cobertura florestal de mais de 14000 ha.

"Ou seja, em 2000 a cobertura florestal era ainda mais expressiva do que a atual, ocupando 58% da região." constata Alexandre Uezo, pesquisador do IPÊ e componente da banca examinadora. Esta taxa de desmatamento é muito maior do que para a Mata Atlântica como um todo (mais do que 30 vezes) e maior do que muitas regiões da Amazônia, Bioma brasileiro mais afetado pelo desmatamento atualmente.

A partir dos dados levantados e de modelagens, Bruno da Matta ainda fez uma projeção futura com a indicação de que se nada for feito em trinta anos, a região será reduzida a 30% de floresta, comprometendo boa parte da biodiversidade e os serviços ecossistêmicos da região.